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quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

É carnaval, acorda pra ver !

E a mocinha da esquina se esqueceu de acreditar na verdade. Na mesmice da mentira, nunca pôde ser surpreendida pela novidade. Uma mocinha. Uma dona. Tão bonitinha. Com um olho via a própria vida, com o outro só o que queria ver. Gostava de viver em pleno carnaval. 

Show de máscaras. 

Foto: Chris Arruda


Como fumaça, impregnada. Novos recortes não apagam histórias. Não adianta rasgar, berrar, lavar. Não sai.

domingo, 22 de janeiro de 2012

El viento

As estrelas estavam. Areia e vento, no mesmo lugar. Sua presença estava. Impregnada numa lembrança amena, morna, sem graça; que se esqueceu de se esquecer. Que se esqueceu de desaparecer do céu da minha boca.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Eu posso sorrir para você

Alguém mais acha que as coisas mais recentes que tenho escrito estão uma bosta?  Parece que tudo ficou tão íntimo e restrito, que a minha capacidade criativa se restringiu à experiência própria, além do incomodativo fato de achar que têm sempre alguém, maniacamente, me seguindo. Gosto de platéia, fãs, admiradores, secretos ou assumidos. Quem não gosta? Talvez a obssessão seja apenas minha em acreditar que alguém possa ser obssessivo assim. Ok, nem os índices demonstram isso. Mas de fato, minha teimosia instintiva têm pedido arrego e tempo. Nesse turbilhão de novidades, o tempo de sobra não existe. Não sobra nem pra quem quer, nem pra mim. Talvez eu tente praticar uma dessas coisas alternativas que acompanha algumas fitas e se pode ouvir enquanto dorme. Talvez eu não tente nada. O bife tá pronto. O beck também tá. Corre moleque, que amanhã é carnaval !