Num instante, imersa em sua liquidez. Logo depois, deitada sob suas rosas. Horas e horas cruzando nossos espaços. Caminhos longos. Passos curtos. Sorrisos largos. A tua companhia noturna me inspira. Enquanto respiro procurando você no ar, não há dúvida que contenha o fluxo. Tudo flui para o sim. Até o fim flui. Tudo flui nos braços sonhados, no abraços, nos lábios quistos, nos desejos à serem conquistados.
- (...) Admiro isso dentre tantas coisas em você, a coragem de não temer o futuro e de viver cada minuto, e ser forte e corajosa nos desafios e caminhos. Helena é um lindo presente de Deus, que tomou espaço no seu ventre e ao sair dele (senão, já dentro dele) revitalizou suas percepções de mundo e (ela) continuará provocando coisas em você durante o tempo, e vocês terão muito tempo... Continue escrevendo, continue alterando, continue maisquerendo, cada sensação e possibilidade. Gosto de ler você e confesso: sou mais uma puta que te sigo!
' De tudo ficaram três coisas A certeza de que estamos começando
A certeza de que é preciso continuar
A certeza de que podemos ser interrompidos
antes de terminar.
Fazer da interrupção um caminho novo
Da queda, um passo de dança
Do medo, uma escada
Do sonho, uma ponte
Da procura, um encontro. '
F. Sabino
Para mim, ficaram três coisas
O amor incondicional de ser mãe
O amor incondicional de ser filha
O amor incondicional de ser amiga
E um mundo LOTADO de possibilidades de felicidade.
Você se satisfaz com o que ele te diz ? Será que você acredita ? Acredita como acreditou ou como se convenceu de que acreditava ? - sorriu. Não tenho verdades amarradas a ninguém. O meu choro e o meu riso não dependem de mais ninguém. Faço, sou e vivo o que quero. O que rompeu nunca teve firmeza para continuar. Não sou feita de erros, apenas aprendo com eles. Não acredito em para sempre único arrependimento erro fatal. Fatal, só a morte. As vezes até assassino alguns monstros em mim. Mas a vida renasce maravilhosamente todos os dias. E eu também. Tenho o poder de me regenerar e me refazer. Não há começo, nem fim, há a mudança. Mas e você ? O papo era sobre você, não é ? Será que você conhece a verdade ? Sabe como funcionou e funciona ? Conhece cada detalhe construído até chegar aqui ? Será que a sua dissimulação enxerga outra ? Ou gosta de viver assim, a base de enganação ? E todas as suas super afirmações funcionam para você ? Te atingem ? Você se enxerga como é ? Tem noção do ridículo ? Segurança, tem ? É que no meu vocabulário e pequena intensa experiência de vida, cão que ladra não morde e quem desdenha quer comprar. Ouvi dizer que é ódio, mas tô achando que é amor. Será, meu bem, que as tuas feridas tão expostas ainda não cicatrizaram ? Medo de que tudo se repita ? O texto continua o mesmo. Essa historinha eu já li. Coleciono, guardadas no armário, as mesmas palavras, as mesmas mentiras. Um passo passado antes do teu. O que me exime de você é que eu segui a vida e você continua aí. Estagnada numa ilusão que muito mais se ocupa em provar e incomodar que em acontecer. Enquanto suas âncoras estão no passado no sonho e nos devaneios, as minhas estão no futuro. Afinal de contas, tudo está no futuro, todas as possibilidades. Exercita o desapego. Meesquecemeapagameanula. Ou lide da melhor forma. O seu melhor ? Se esse é seu melhor lhe rendo decepção. I believe u. Juro que sim! O que você tem eu não quero. Já usufrui e só adquiri náuseas profundas, que carrego até hoje. Vai meu bem, sacode a poeira! Força na peruca ! Acredita em você! e aproveita pra me deixar em paz.
" Quando eu olhar pro lado eu quero estar cercado só de quem me interessa. "
Vejo as experiências que me cercaram. Um gozo intenso. Uma memória intensa. Uma certeza intensa de vida mais vida mais vida. Agora revejo reformulo reconstruo. Como se acidentalmente todos os scripts fossem reposicionados. Há uma firmeza singular e uma sabedoria bem maior em aproveitar os momentos. Saber em viver. Saber em recuar. Saber amor.
Existiu onde havia deserto. Persistiu onde, uma hora foi cheio, noutra vazio. Mas nunca meio. Se edificou sob concretas existências. Concreto que ficamos e partimos até aprendermos a dividir. O medo o azar a sorte a surpresa o amor a tristeza a alegria a incerteza. Dentro do que é certo. Do que é cego. Do que não podemos ver. Dentro do silêncio das ligações modernas. Dentro do que está aqui dentro. Do que ainda vai acontecer. As melhores palavras. A melhor sensação do meu melhor no melhor de ti.
Pelas que me seguem. Nuas em sua crueldade. Maquiavélicas em suas realidades. Tristes em sua existência. Pois há de ser triste a existência disfarçadamente baseada no outro. Na perseguição ao outro. Na destruição do outro. No outro. Outro. Outro. Outra projeção dos seus medos, dúvidas, capacidade. Pelas que me seguem, inabalavelmente, dedico meus reais sentimentos de solidariedade.
A vida é boa, tanto que virou canção. Como as que canto nos cantos dos sorrisos que divido com os amigos nesse momento. Nesse ou em qualquer outro pormenor meu próprio. Meus próprios instantes. Some efeitos. Vibre sensações. Elime justa causas. Desperdice amor. Encha-se de amor até que transbordando soe desperdício. A vida é boa, tanto que virou canção. E os cantos infinitos, finitos pontos que deslancham a linha reta desse círculo infinito. Retorno. O amor retorna. Transborda. Conquista. Me apaixono por mim ao conquistar você. Porque na trajetória da conquista vivo paixão. E na soma agrego o estável. Tempo espaço do sentir-se bem. Sinto em mim. Sinto o universo em harmonia aqui dentro. Então renasço, encanto, em cantos findos no infinito amar.
E se por um lado há apenas a felicidade, por outro, há apenas a tristeza. E nem na sua mais estreita linha de limites elas se misturam, se confudem. São claras, crescidas, óbvias como o óbito. Morte é morte. Ainda que não se saiba como aconteceu. E se por esse lado há a morte, por outro, há a vida. Pela vida não posso permanecer triste. Nem morta. Nem fraca. Nem. Nem esperar por ninguém. Também é óbvio que nascemos completos pro combate. Aptos à vencer. Esperar por ouvidos dispostos quando nasci com dois, seria uma grande bobagem. E como adoramos grandes bobagens!