'sou uma artista criativa(...)mas é absurdo pensar que vivi tudo que escrevo ' p.j.harvey
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terça-feira, 10 de abril de 2012
I need more time
Nos meus sonhos; sem amarras. Intencionalmente, o que me convém. A sua conveniência é ocupada. Todo o seu tudo, para mim é nada. Para mim, só você. Você sem ela sem ela sem tempo corrido sem semana de prova tensão confusão dúvida explosão graças. Sem roupa, sem problema, sem pressa. Você em mim, impregnado como uma possibilidade que ainda não acabou; nem aconteceu.
segunda-feira, 9 de abril de 2012
Desatino
A chuva a música os fatos. O acontecido, suave, como um arranhão superficial. Suave como o peso de uma enxurrada, suave. Eu você e nós, não vamos à lugar algum. Assopro, e o que voa se desfaz.
"(...) Afinal, há é que ter paciência, dar tempo ao tempo, já devíamos ter aprendido, e de uma vez para sempre, que o destino tem de fazer muitos rodeios para chegar a qualquer parte.(...)"
"(...) Afinal, há é que ter paciência, dar tempo ao tempo, já devíamos ter aprendido, e de uma vez para sempre, que o destino tem de fazer muitos rodeios para chegar a qualquer parte.(...)"
José Saramago
quinta-feira, 5 de abril de 2012
Chapter 9
Num instante, imersa em sua liquidez. Logo depois, deitada sob suas rosas. Horas e horas cruzando nossos espaços. Caminhos longos. Passos curtos. Sorrisos largos. A tua companhia noturna me inspira. Enquanto respiro procurando você no ar, não há dúvida que contenha o fluxo. Tudo flui para o sim. Até o fim flui. Tudo flui nos braços sonhados, no abraços, nos lábios quistos, nos desejos à serem conquistados.
♪ Stepped on to the sun
It's all that we can do
And there
Burn it brightly ♪
terça-feira, 3 de abril de 2012
A melhor resposta
Volto a provar o teu gosto. Teu tempo curto. Meu desejo demorado. Trabalho. Estudo. Fim. Começo. Cansaço. Exaustos.
Você corre. Partido parte e sem rumo não chega à lugar algum. Eu sou. Você utiliza. Metodicamente se espreita. Nem no passado e nem no futuro. Nosso tempo é.
Num compartimento secreto, guardado em segredo, germinei você.
Você corre. Partido parte e sem rumo não chega à lugar algum. Eu sou. Você utiliza. Metodicamente se espreita. Nem no passado e nem no futuro. Nosso tempo é.
There's a wild wind blowing
Down the corner of my street
(...)
Time only can lead you on
Still it's such a beautiful night ♪♪
Num compartimento secreto, guardado em segredo, germinei você.
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
É carnaval, acorda pra ver !
E a mocinha da esquina se esqueceu de acreditar na verdade. Na mesmice da mentira, nunca pôde ser surpreendida pela novidade. Uma mocinha. Uma dona. Tão bonitinha. Com um olho via a própria vida, com o outro só o que queria ver. Gostava de viver em pleno carnaval.
Show de máscaras.
Foto: Chris Arruda
Como fumaça, impregnada. Novos recortes não apagam histórias. Não adianta rasgar, berrar, lavar. Não sai.
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
Cinco
Rolam as gotas
Morenas
Macias
Como você
Suculenta mente rolam
Sonham
Em (não) conter
Então contenho-te em meus lábios
E os meus lábios em suas pernas
Assopra o fogo
E mais fogo tem
Inflame
Infame
Morenas
Macias
Como você
Suculenta mente rolam
Sonham
Em (não) conter
Então contenho-te em meus lábios
E os meus lábios em suas pernas
Assopra o fogo
E mais fogo tem
Inflame
Infame
terça-feira, 10 de janeiro de 2012
Histórias terríveis
Sai! Vai peste! Corre solta! Corre que eu quero ver o balanço dos teus cabelos e dos teus quadris sumindo longe que nem névoa no horizonte. Corre pra lá que logo eu corro daqui. Corre levantando a poeira por entre as pernas. Confundindo minha direção. Só não vale reaver. Não vale dizer que eu não fiz minha parte. Não vale. Meu equilíbrio é intenso e inconstante. Duas medidas para o mesmo peso. Dois pesos para a mesma medida. Foram-se embora os rodeios. Foi-se o touro. Foi-se o carneiro. O Cowboy ficou só. ( Tadinho )
Para ler ouvindo:
' A vela é de cera
E a cera pega fogo
E o fogo lá da vela
é o eterno coringa do jogo ' ♪♪
sábado, 7 de janeiro de 2012
Proposta
Eu fico acordada devorando as horas; enquanto não devoro você. Enquanto não me liquefaço em sua bebida. Enquanto você não me toma. Me queimo incendeio ardo. Viro pó. Mas não me cheira. Não me assopra. Não me varre. Revejo e relembro mudando os passos para o próximo ato. Tudo ilusão. Magia. Tudo corpo. Beleza. Mistério. Só a minha boca sussurra o que há de acontecer. Me inclino a desafiar-te. Teu corpo lutando com o meu. O que me diz ?
Para ler ouvindo:
"mata-me depressa"
sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
Até o fim do pacotinho
Provou temerosa. A boca pouco abriu. Saboreou como quem sabe que ainda há muito mais. Quis mais.
segunda-feira, 2 de janeiro de 2012
Vá
(a carne o sangue os podres temores, tremem. O coração treme. Despertou fixo mas, diferente. Aquele pensamento impregnado. Cego constante, como noite sem lua. Densa e escura. Romântica. Misteriosa. Ousou mudar, como a muito não fazia. Arrepiou-se g r a d a t i v a m e n t e da cabeça aos pés. Sucumbiu de tanto imaginar projeções para além do invisível. Realizar desejos antigos...)
Parada, admiro tua retina. Com os olhos fixos no escuro da madrugada, te sinto. Suavemente, com a ponta dos dedos, tateio fio por fio dos teus cabelos. Surpreendo-me em tamanho querer. Corre acelerado o relógio do tempo. Limita as horas. Ilimitam os beijos. Sigo, alimentada por um impulso inerente. Teu prazer; meu desejo. A vontade de perpetuar insiste. Incide.
Que a cada manhã, ao acordar, eu desperte um pouco mais para o que verdadeiramente me interessa - A. Jácomo
Parada, admiro tua retina. Com os olhos fixos no escuro da madrugada, te sinto. Suavemente, com a ponta dos dedos, tateio fio por fio dos teus cabelos. Surpreendo-me em tamanho querer. Corre acelerado o relógio do tempo. Limita as horas. Ilimitam os beijos. Sigo, alimentada por um impulso inerente. Teu prazer; meu desejo. A vontade de perpetuar insiste. Incide.
Que a cada manhã, ao acordar, eu desperte um pouco mais para o que verdadeiramente me interessa - A. Jácomo
sexta-feira, 23 de dezembro de 2011
Happy new year !
Vejo as experiências que me cercaram. Um gozo intenso. Uma memória intensa. Uma certeza intensa de vida mais vida mais vida. Agora revejo reformulo reconstruo. Como se acidentalmente todos os scripts fossem reposicionados. Há uma firmeza singular e uma sabedoria bem maior em aproveitar os momentos. Saber em viver. Saber em recuar. Saber amor.
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
Cores
Sucessão de acontecimentos maravilhosos é quando, de repente, você recebe o que estava, no exato momento, pensando em dar. Uma mensagem abraço beijo. E logo depois, uma visita toque olhar. E sucedem incontrolavelmente, sensações de alegria prazer e satisfação. Ai você começa a suceder um ser melhor todos os dias e a vida flui com uma leveza INEXPLICÁVEL.
sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
Dô tô
Cintilam língua dedos mente. Cintilam desejo segredo suspense. Um mundo pequeno não pode cintilar. Obsessões não cintilam. Sinto o ar entrando pelos pulmões v a g a r o s a m e n t e enquanto o sangue quente corre toda a extensão do meu corpo. A imensidão para além das fronteiras de mim. Plantar no primeiro passo. Depois colher.
La gratitud, mi amiga
O faro. O cheiro. O tato. O ato. A falha no ato. A construção da possibilidade. A desconstrução da moralidade. A vontade e a razão. A guerra das vontades. A autoridade. O abuso de poder. O que está para ser visto e o invisível. O que está escrito e o que se interpreta. Os cheiros. O conhecimento. A revisão do que já foi dito e o suspense do que virá.
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
Blá blá blá Freud explica! ♥
A vida é boa, tanto que virou canção. Como as que canto nos cantos dos sorrisos que divido com os amigos nesse momento. Nesse ou em qualquer outro pormenor meu próprio. Meus próprios instantes. Some efeitos. Vibre sensações. Elime justa causas. Desperdice amor. Encha-se de amor até que transbordando soe desperdício. A vida é boa, tanto que virou canção. E os cantos infinitos, finitos pontos que deslancham a linha reta desse círculo infinito. Retorno. O amor retorna. Transborda. Conquista. Me apaixono por mim ao conquistar você. Porque na trajetória da conquista vivo paixão. E na soma agrego o estável. Tempo espaço do sentir-se bem. Sinto em mim. Sinto o universo em harmonia aqui dentro. Então renasço, encanto, em cantos findos no infinito amar.
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
Pagar pra ver
A noite se revezava com o dia. Carregava um neném no colo. Pouco cabelo na cabeça. Na minha cabeça perguntava o que era tudo aquilo. Momento de festa. Vídeo antigo. A felicidade se estampava nos sorrisos de todos ali. Mas eu estava do outro lado da tela, e não sorria. Era estranho a antiguidade dos fatos. Mas era real. Tudo o que eu via não me pertencia, mas era meu. Era eu de alguma forma. Haviam cores. Lembranças coloridas do que ainda nem ocorreu. O que será disso tudo para além do onírico ? Mistério.
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