Mostrando postagens com marcador Paixão. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Paixão. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Chapter 9

Num instante, imersa em sua liquidez. Logo depois, deitada sob suas rosas. Horas e horas cruzando nossos espaços. Caminhos longos. Passos curtos. Sorrisos largos. A tua companhia noturna me inspira. Enquanto respiro procurando você no ar, não há dúvida que contenha o fluxo. Tudo flui para o sim. Até o fim flui. Tudo flui nos braços sonhados, no abraços, nos lábios quistos, nos desejos à serem conquistados.


 ♪ Stepped on to the sun
It's all that we can do
And there
Burn it brightly ♪

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Pausa íntima da autora ou, um momento de verdade

Disse ele:

- (...) Admiro isso dentre tantas coisas em você, a coragem de não temer o futuro e de viver cada minuto, e ser forte e corajosa nos desafios e caminhos. Helena é um lindo presente de Deus, que tomou espaço no seu ventre e ao sair dele (senão, já dentro dele) revitalizou suas percepções de mundo e (ela) continuará provocando coisas em você durante o tempo, e vocês terão muito tempo... Continue escrevendo, continue alterando, continue maisquerendo, cada sensação e possibilidade. Gosto de ler você e confesso: sou mais uma puta que te sigo!

E não precisou dizer mais nada.

À imagem :




segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

(a carne o sangue os podres temores, tremem. O coração treme. Despertou fixo mas, diferente. Aquele pensamento impregnado. Cego constante, como noite sem lua. Densa e escura. Romântica. Misteriosa. Ousou mudar, como a muito não fazia. Arrepiou-se g r a d a t i v a m e n t e da cabeça aos pés. Sucumbiu de tanto imaginar projeções para além do invisível. Realizar desejos antigos...)

 Parada, admiro tua retina. Com os olhos fixos no escuro da madrugada, te sinto. Suavemente, com a ponta dos dedos, tateio fio por fio dos teus cabelos. Surpreendo-me em tamanho querer. Corre acelerado o relógio do tempo. Limita as horas. Ilimitam os beijos. Sigo, alimentada por um impulso inerente. Teu prazer; meu desejo. A vontade de perpetuar insiste. Incide.





Que a cada manhã, ao acordar, eu desperte um pouco mais para o que verdadeiramente me interessa - A. Jácomo

sábado, 31 de dezembro de 2011

Happy new you !

' De tudo ficaram três coisas
A certeza de que estamos começando
A certeza de que é preciso continuar
A certeza de que podemos ser interrompidos
antes de terminar.

Fazer da interrupção um caminho novo
Da queda, um passo de dança
Do medo, uma escada
Do sonho, uma ponte
Da procura, um encontro. ' 

F. Sabino


Para mim, ficaram três coisas
O amor incondicional de ser mãe
O amor incondicional de ser filha
O amor incondicional de ser amiga
E um mundo LOTADO de possibilidades de felicidade.




' non, je ne regrette rien.
Car ma vie, car mes joies,
Pour aujourd'hui
ça commence avec toi '
 


Pode vir quente que eu estou fervendo ♥ 2012




segunda-feira, 6 de junho de 2011

Tolices.

E se por um lado há apenas a felicidade, por outro, há apenas a tristeza. E nem na sua mais estreita linha de limites elas se misturam, se confudem. São claras, crescidas, óbvias como o óbito. Morte é morte. Ainda que não se saiba como aconteceu. E se por esse lado há a morte, por outro, há a vida. Pela vida não posso permanecer triste. Nem morta. Nem fraca. Nem. Nem esperar por ninguém. Também é óbvio que nascemos completos pro combate. Aptos à vencer. Esperar por ouvidos dispostos quando nasci com dois, seria uma grande bobagem. E como adoramos grandes bobagens!

sábado, 4 de junho de 2011

A.H.quele A.H.mor de sempre

Escorrega pela minha língua, que faz um movimento tenso e venenoso, seduzindo o que são só palavras mas buscam você. Se fosse apenas sexo. Mas é amor. Tocado diversas vezes. Em diversos estilos. De diversas partidas. Por diversos meios. Por diversos anos. Para um único fim. O próprio amor.


(com todo amor, ao meu companheiro, Antonio Humberto)

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Caio F.

Sinto falta da calma e companhia dos cigarros.

Oito semanas

Variações malucas de humor. Baby, isso vai me matar! Na boca um milhão de perguntas. Um milhão de enjoos que brocham qualquer desejo. Um tesão alucinado, chato, cheio de mimos e bem me quer. Mais quilos, mais responsabilidades, mais sangue, mais vida, mais informações, mais restrições. É tanto mais tanta coisa que vai confundindo a mente ativa e operante que, além de feminina, estudante, trabalhadora, jovem, aprendiz, ainda precisa ser mãe. Mas aquele tipo de mãe que ainda não é, já sendo. Alguém por acaso já pensou que atravessar a rua é o melhor exemplo de existência? Não basta olhar pros lados. Você tem que contar com a sorte de não ter algum maluco que desrespeite as normas e invada o seu espaço, esmagando a sua cabeça ou te dando um grande susto. É. É isso. Viver goza de uma boa dose de sorte. Sorte de que todos a sua volta possam respeitar seu espaço e que você respeite, também, o espaço do outro. Será que alguém aí esqueceu aquela paradinha básica de direito de ir e vir? Tem mais alguém nessa jogada louca. Vida louca. Vida louca. Vida louca.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Nuevo

Vida nova. Mais uma. Mais uma vida cheia de opções. Decisão. Quem provará o certo e o errado ? O cheio o vazio o meio. O meio termo. Não há espaço para meio termo. Você veio sem pestanejar. Passaram-se anos. Desenvolveu-se agora, assim. Nesse meio trágico, sua beleza infantil tão reconhecida e estranha, sucumbiu de amor e ódio a existência. Os caminhos existem para serem trilhados ou escolhidos. Apenas a permanência é uma escolha. Escolher olhar pros lados antes de atravessar a rua e não ser amassado por um carro velho em baixa velocidade logo ao amanhecer. Morrer não é trágico. Trágico é como morrer.

sábado, 29 de janeiro de 2011

O quereres

Essa delicadeza tão sutil consome. Consumo para além do capital. Delicadeza das coisas findas. Segundo plano. Onde queres o que quer sou inteiro oposto, o não. Mentiras doces me consomem. Que acabe logo o espetáculo. Cansei de vestir essa personagem tão singela.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Recado

O que sinto pressente. Não como um mal presságio. Mas sabe o que vai acontecer. Corre e evita. A suspeita é sempre uma péssima companhia para se estar em paz. Sigo adiante, agora sem volta. Os pneus ainda rolam em sua direção. Sinto a sua falta. Pressinto a tua presença. Onipresente em meu existir.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

O dia da saudade

Acordei com formigas na boca. Entre elas e o meu estômago há uma distância afiada que me dilacera. Tudo está grotescamente cinza. Os meus olhos não dissernem nenhum sinal de vida em cor. Parece um dia inexistente. Um sonho. Um pesadelo. Sinto, nas minhas pernas, um cortar que só machuca por me tornar imóvel. Mas corro. Corro desesperadamente tentando cuspir cada formiga. Todas estão impregnadas na minha boca. Gosto de morte. Gosto amargo. Distância. Era inevitável. Eu sabia que esse dia chegaria. O terror não vem do fim. O terror está nessa guinada. Faço a curva sem saber se ela acabará.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Café ?

Voltara a escrever do mesmo ponto. Mas desta vez, sem seus cabelos. Lá estava eu colecionando calendários em cada passagem. A distância diminuia a cada letra. Piscava os olhos e a paisagem se refazia a minha frente. Novamente eu ia ao seu encontro

sábado, 8 de janeiro de 2011

Agora sim

Frases batendo. Batem rompendo. Negação. Desconstrução. Desafio. Frases martelaram minha mente a noite inteira. Temos a compreensão maior. O outros, os outros não sabem nada. Perguntam o óbvio quando ainda somos a melhor resposta. Eu enxergo onde você vê e onde ninguém mais sabe o que tem. A falta de expectativas me entristece. Me entristece a falta.  Me enraivece muito mais que entristece essa coisa morna-fria da desesperança. Os outros afetam em segundos contados e podados. Me falta a paciência. Um pouco de confusão. Como você enxerga o que o outro é ? Você se arriscaria a dizer o que ele precisa ? Quem é você, mesmo ? Você se acha, mesmo, capaz de aspirar necessidades alheias ? Quando digo que ainda somos a melhor resposta, digo em retórica à indignação. E estar indignado não é um estado de espírito, é uma resposta. Você provoca, eu me indigno. E temos o que há. Não movo pedras para atirar. A minha revolta é calma e silenciosa. Você não sabe. Os outros, os outros não sabem nada. O saber virá quando(quanto)  for o tempo.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Sob, Sobre, Soube.

A paixão vem sempre a frente. Vanguarda. Precipitada. Cega. Intensa. Incontrolada. Apaixonar-se é tão suave e arrebatador como um acidente de trânsito. Mas para apaixonar-se não é preciso veículos. A existência de andar a pé, é suficiente. Todas as peças estão dentro de você. Motores de amar. Não. Apaixonar-se nada tem a ver com amor. Apaixonar-se é o inicio e o fim. O amor não tem maneiras. Motores de amar funcionam para sempre. Paixão não tem motor. Paixão tem engrenagem. Uma peça leva à outra. O fim e o início se repetindo incessantemente. Quem vai provar pra mim que não é assim ? Acredite ! Isso tudo sem entrar em detalhes. Detalhes da ordem de que ordem tem ! O fato é que na desordem que isso tudo junto dá, amo intenso em um ato contínuo sem mover um dedo sequer. Porque o amor nada mais poderia ser que a harmonia perene. O meu amor perene e sem fim, mora calmo. Motor de amar. Modo de amar. Amor.

On the road

Pequenos traços emparelhados. Não constroem linhas, mas sinalizam. Pequenos traços emparelhados chegam em qualquer lugar, mas me levam à você. De onde sento agora, vejo o horizonte extenso, denso em seu calor. Passam milhares de mentes que não passam por mim. Aqui dentro meu corpo respira normalmente. Homens na pista colorem de laranja a paisagem verde e marrom, e muito mais marrom que verde. Pacientemente as rodas giram perdendo as contas das voltas. Gostaria que as horas perdessem a conta e depressa nas voltas passassem o mais rápido possível. Te ver é uma ânsia maior do que te ter.
As vezes a vida pega fogo. As vezes a gente vê o fogo. Noutras, só a fumaça. As vezes parece que vai parar. Em outras, realmente para. A vida é como estar na estrada. Pode ser uma longa viagem, uma curta viagem. Com sinalizações, ótimas ou quase ausentes. Algumas ou várias paradas. Sozinho ou solitário. Com escolhas ou com destino. Alguns cumprimentos no silêncio. Se me sinto dona da minha estrada? Sinto. Fiz-na de idas e vindas. Voltas e voltas. Mas agora o que importa no que sinto é que quero te levar comigo nessa minha-nossa estrada.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

O Furto.

Bem, por onde eu posso começar ? Quando eu cheguei aqui, meu corpo demorou pra se acostumar com o calor. Meu coração estava em pedaços. Eu estava em pedaços. Estava tentando encontrar alguma parte de mim que fosse realmente eu. Olhava a minha volta desmanchando em lágrimas todas as cores refletidas pelo sol quente. Foi preciso apenas duas semanas pra me recompor. Rapidamente juntei todos os pedaços e reconheci, feliz, minha solidão. Eu não estava cem por cento, mas eram uns setenta e cinco que valiam muito mais. Era engraçado. Passei de dor de cotovelo à musa Teen. Os jovens se impressionam facilmente. A gente pode ser sempre melhor do que imagina. Finalmente eu estava andando com as próprias pernas. O sol aquecia para além dos corpos. Lembro que numa certa noite, esperava o vinho. Meus amigos calmos, lentos, cheios de umas questões normais. Parecia que esperava a notícia que logo em seguida receberia. Estávamos juntos. Estávamos coexistindo o mesmo lugar. Desta vez não havia mais sol, nem corpos, nem calma. Sai correndo como se minha mãe me mandasse de volta pra casa. Dois dias depois, era o meu coração que estava aquecido. Aquecemos a cama o chão a mesa a rede. Reaquecemos o frio que morava em nós. Agora meus olhos olhavam super saturando tudo que o sol iluminava. Fiquei nessa por todos os outros dias que vieram. Mas as vezes a gente esqueçe que tudo tem sempre uma boa lição. Novamente eu estava em pedaços. Dois socos na cara e um no estômago. Um soco no bolso do meu pai. Um soco no meu trampo. E alguns boletins de ocorrência. Queixas do mundo moderno. Dessa vez, meu coração estava partido pelas queixas do mundo moderno. Cacete de calor! O calor expurga as coisas. As faz desnudas. Escancaradas. Acho que passei no teste. Vida desgraçada. Parecia pouco, mas já era o suficiente.

domingo, 26 de dezembro de 2010

Da minha vida.

Norma pensou que para trair primeiro precisava conhecer a fundo o traído. Acima de tudo pelas desculpas. Desculpas podem se tornar mentiras, que logo em seguida, rapidamente, serão descobertas. E descobrir mentiras não é, nem de longe, uma surpresa agradável. Se perguntou se a sua vizinha conhecia bem o marido. Sabia que a cada quinze dias outro carro parava naquela porta. E concluiu que naquele intenso relacionamento havia, no mínimo, um pouco de conhecimento mútuo, sim. E de traição. O segundo passo do conhecer é a confiança. Ela sabia que algo de espontâneo e incontrolável deveria partir do traído. Ria, quando pensava nessa palavra. Traído. Parecia dolorosa. Vítima. Pequeno isso de pensar na santidade das pessoas para nos maltratar um pouco. Tratou de continuar o raciocínio. Sabia que confiança era uma questão particular, até mesmo com tanto conhecimento, mas também sabia que podia alimentar. Então pensou em todos os 'te amo' verdadeiros que facilmente lhe ajudariam. Norma entendia a possibilidade do amor e da paixão simultâneos. Não era uma briga interna. Nem um momento confuso. Se considerava um pouco estranha. Mas considerava mais estranho ainda os limites que nunca seriam ultrapassados. Aquela tarde pronta lhe servia como sede de combate. Planejar era um cuidado advindo do amor. Amava a um. Amava a outro. Amava a si. Amava tanto a tudo que precisava ser cautelosa. Se alguma coisa desse errado ela sabia que nem o amor a um, nem o amor ao outro, nem o amor a si seriam suficientes para mantê-la em pé. Quem sabe Norma nem continuasse com aquilo. Mas ela precisava planejar.

Tinha que precisar ?

Sentei para escrever umas meias palavras. Umas "meias realidades". Alguma coisa com conjugação estranha. Ligação interrompida. Palavras contínuas. Algo sobre a noite poética de prestígio aos amigos. Sobre todo esse dom que marca tão intensamente cada sentido fazendo o mínimo parecer absurdo e insuportávelmente um tédio. Noite de desconstrução. Cair no que não pode ser perdido. Desconstruído isso. Cair novamente. Releituras. Releituras da gente. Mais velho, mais homem, mais mente, mais sexo. Menos nós. Insegurança. O ser-homem se faz inseguro a todo momento. Se fosse mágoa era mais fácil. Mas quem poderá provar ? Apenas você de mim e eu de você.