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terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Histórias terríveis

Sai! Vai peste! Corre solta! Corre que eu quero ver o balanço dos teus cabelos e dos teus quadris sumindo longe que nem névoa no horizonte. Corre pra lá que logo eu corro daqui. Corre levantando a poeira por entre as pernas. Confundindo minha direção. Só não vale reaver. Não vale dizer que eu não fiz minha parte. Não vale. Meu equilíbrio é intenso e inconstante. Duas medidas para o mesmo peso. Dois pesos para a mesma medida. Foram-se embora os rodeios. Foi-se o touro. Foi-se o carneiro. O Cowboy ficou só. ( Tadinho )


Para ler ouvindo:


' A vela é de cera
E a cera pega fogo

E o fogo lá da vela
é o eterno coringa do jogo ' ♪♪

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Pode até engasgar, pagaria pra ver.

Sonho. E o avesso do sonho é o mesmo sonho que estava em mim. Desejo. E o avesso do desejo sonho. Essas possibilidades não estão no futuro. Estão nos sonhos.

Parte I
Lentamente. Dispo teu corpo. Lentamente. Meu corpo. Os ritmos variam. Falo e recrio. De algumas coisas quase arrependo. Toca a tua boca a minha pele. Toca a minha pele a tua boca. Dois desejos se tocam. Durmo. Acordo. Teu cheiro em mim. Um pensamento variante. Evito pensar. E quanto mais evito mais penso.


Parte II
Entre o seu silêncio gigante e a "espera" há apenas o toque. Tuas palavras parecem residir nos dedos. Então tento ler-te. Mas me perco em tentar.

Parte III
Me prometo e descumpro. Desisto e tento. Tentação. Intensidade. Vida. Construo mil e uma colocações. Destruo. Opto por continuar vivendo. Entre o teu silêncio e o meu querer o que realmente importa é acontecer.


Para ler ouvindo:






segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

(a carne o sangue os podres temores, tremem. O coração treme. Despertou fixo mas, diferente. Aquele pensamento impregnado. Cego constante, como noite sem lua. Densa e escura. Romântica. Misteriosa. Ousou mudar, como a muito não fazia. Arrepiou-se g r a d a t i v a m e n t e da cabeça aos pés. Sucumbiu de tanto imaginar projeções para além do invisível. Realizar desejos antigos...)

 Parada, admiro tua retina. Com os olhos fixos no escuro da madrugada, te sinto. Suavemente, com a ponta dos dedos, tateio fio por fio dos teus cabelos. Surpreendo-me em tamanho querer. Corre acelerado o relógio do tempo. Limita as horas. Ilimitam os beijos. Sigo, alimentada por um impulso inerente. Teu prazer; meu desejo. A vontade de perpetuar insiste. Incide.





Que a cada manhã, ao acordar, eu desperte um pouco mais para o que verdadeiramente me interessa - A. Jácomo