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terça-feira, 10 de abril de 2012

Stop

E esse desejo que não quer passar.

Não está nas possibilidades. Guardar tudo de novo e pensar em depois. Só depois do cheiro. Do cigarro. Do sexo. Do encontro. Depois disso, só nunca mais. Antes de existir perguntas, já haviam respostas. Só você não viu. E mesmo na dúvida, no retorno, no cansaço, na falta de tempo, de espaço, de amor. No excesso. Em todo o resto. Eu ainda estou aqui. Meus delírios são reais. Todo o meu desejo caminha para o concreto. Nunca te disseram que o importante é dar o primeiro passo? Você confunde. Ela te confunde. Eu te confundo. Tudo está comodamente confuso. Tão fácil quanto fugir. Achando ou não achando, feliz ou infelizmente, é preciso decidir. Prioridades. É tudo uma questão de prioridades. Bem vindo ao mundo dos adultos!



Hold on!
Don't be scared
You'll never change what's been and gone
(...)
Take what you need
And be on your way
And stop crying your heart out





Enquanto te penso. Te quero. Te capturo. Há uma espera que não tolera, mas está aqui.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Desatino

A chuva a música os fatos. O acontecido, suave, como um arranhão superficial. Suave como o peso de uma enxurrada, suave. Eu você e nós, não vamos à lugar algum. Assopro, e o que voa se desfaz.



"(...) Afinal, há é que ter paciência, dar tempo ao tempo, já devíamos ter aprendido, e de uma vez para sempre, que o destino tem de fazer muitos rodeios para chegar a qualquer parte.(...)

José Saramago

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Everybody

Pensou:

Fica combinado assim. Todo mundo continua feliz. Meu coração fica em paz com essa paz. Eu só desejo amor. Que o amor daí o amor daqui, o amor, se perpetue, enfim.

Repensou:
Há um resultado. Há um resultado quando não há paz. Péssimo resultado. O justo paga pelo pecador. Uni-vos pelo justo e sejamos só amor.


quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Pausa íntima da autora ou, um momento de verdade

Disse ele:

- (...) Admiro isso dentre tantas coisas em você, a coragem de não temer o futuro e de viver cada minuto, e ser forte e corajosa nos desafios e caminhos. Helena é um lindo presente de Deus, que tomou espaço no seu ventre e ao sair dele (senão, já dentro dele) revitalizou suas percepções de mundo e (ela) continuará provocando coisas em você durante o tempo, e vocês terão muito tempo... Continue escrevendo, continue alterando, continue maisquerendo, cada sensação e possibilidade. Gosto de ler você e confesso: sou mais uma puta que te sigo!

E não precisou dizer mais nada.

À imagem :




sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Até o fim do pacotinho

Provou temerosa. A boca pouco abriu. Saboreou como quem sabe que ainda há muito mais. Quis mais.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

(a carne o sangue os podres temores, tremem. O coração treme. Despertou fixo mas, diferente. Aquele pensamento impregnado. Cego constante, como noite sem lua. Densa e escura. Romântica. Misteriosa. Ousou mudar, como a muito não fazia. Arrepiou-se g r a d a t i v a m e n t e da cabeça aos pés. Sucumbiu de tanto imaginar projeções para além do invisível. Realizar desejos antigos...)

 Parada, admiro tua retina. Com os olhos fixos no escuro da madrugada, te sinto. Suavemente, com a ponta dos dedos, tateio fio por fio dos teus cabelos. Surpreendo-me em tamanho querer. Corre acelerado o relógio do tempo. Limita as horas. Ilimitam os beijos. Sigo, alimentada por um impulso inerente. Teu prazer; meu desejo. A vontade de perpetuar insiste. Incide.





Que a cada manhã, ao acordar, eu desperte um pouco mais para o que verdadeiramente me interessa - A. Jácomo

sábado, 31 de dezembro de 2011

Happy new you !

' De tudo ficaram três coisas
A certeza de que estamos começando
A certeza de que é preciso continuar
A certeza de que podemos ser interrompidos
antes de terminar.

Fazer da interrupção um caminho novo
Da queda, um passo de dança
Do medo, uma escada
Do sonho, uma ponte
Da procura, um encontro. ' 

F. Sabino


Para mim, ficaram três coisas
O amor incondicional de ser mãe
O amor incondicional de ser filha
O amor incondicional de ser amiga
E um mundo LOTADO de possibilidades de felicidade.




' non, je ne regrette rien.
Car ma vie, car mes joies,
Pour aujourd'hui
ça commence avec toi '
 


Pode vir quente que eu estou fervendo ♥ 2012




sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Happy new year !

Vejo as experiências que me cercaram. Um gozo intenso. Uma memória intensa. Uma certeza intensa de vida mais vida mais vida. Agora revejo reformulo reconstruo. Como se acidentalmente todos os scripts fossem reposicionados. Há uma firmeza singular e uma sabedoria bem maior em aproveitar os momentos. Saber em viver. Saber em recuar. Saber amor.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Por toda a minha vida

- Como vai você?

A tarde estava ensolarada. Ensolaradamente coberta pelas nuvens de quase chuva. Aquela pergunta cabia, como cabia a resposta àquele lindo dia. O relógio marcava as horas dando uma sensação de fim . O descanso mais esperado. O fim do trabalho estressante. Das tarefas do dia. Das expectativas. Dos esforços. Cansaços. O fim. Naquela pergunta que não consumira cinco segundos de atenção, uma poesia velada em resposta nascia. Olhos por olhos e um pequeno sim discorria uma felicidade que demoraria anos pra ser desvendada e estragaria cruelmente a beleza daquele instante.

Tinha certeza, consumindo vorazmente cada letra, de que estava feliz. E certeza e felicidade combinavam harmonicamente. Nada como goiabada e queijo. Certeza e felicidade não combinavam em suas diferenças. Uma brotava da outra em "sucessivo-contínuo" existir. Apesar de todas as desventuras. Nunca quis tanto ouvir aquela pergunta, só pelo prazer de estar feliz.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Tolices.

E se por um lado há apenas a felicidade, por outro, há apenas a tristeza. E nem na sua mais estreita linha de limites elas se misturam, se confudem. São claras, crescidas, óbvias como o óbito. Morte é morte. Ainda que não se saiba como aconteceu. E se por esse lado há a morte, por outro, há a vida. Pela vida não posso permanecer triste. Nem morta. Nem fraca. Nem. Nem esperar por ninguém. Também é óbvio que nascemos completos pro combate. Aptos à vencer. Esperar por ouvidos dispostos quando nasci com dois, seria uma grande bobagem. E como adoramos grandes bobagens!

sábado, 4 de junho de 2011

A.H.quele A.H.mor de sempre

Escorrega pela minha língua, que faz um movimento tenso e venenoso, seduzindo o que são só palavras mas buscam você. Se fosse apenas sexo. Mas é amor. Tocado diversas vezes. Em diversos estilos. De diversas partidas. Por diversos meios. Por diversos anos. Para um único fim. O próprio amor.


(com todo amor, ao meu companheiro, Antonio Humberto)

Quando uma mulher tem alguém como eu tenho você.

Como quem constrói pontes, você refazia nossos sonhos, costurando-os cada vez mais forte. Um homem quente. De café quente. Bom café quente. Cafuné que eu te faço antes de dormir. Quando uma mulher tem alguém como eu tenho você, constrói dramas difíceis de se explicar. É que a gente tem mania de duvidar do que é bom. Mas logo depois acredita pra sempre. É que a gente tem todas essas entrelinhas complicadas de se decifrar. Entrelinhas que se calam ao som do coração. É que homem igual a você eu nunca vi. Nunca vi alguém tão pra outrém como eu pra você e você pra mim. E as nossas confusões se apagam quando nossos braços se encontram. Na medida certa nos enlouquecemos. E nos possuímos espatifados de desejo. Ansiosos como alunos por notas, viciados por drogas, injustiçados por justiça, frio por calor. E tudo acaba sereno, como o amanhecer de uma tempestade em alto mar. Nunca vi homem como você em lugar algum que chega até mim. Você chega até mim. Nossas palavras se acolhem mesmo quando parecem lançadas para ferir. Chego a nos sentir como veneno e antídoto. Morrendo e nascendo a todo tempo. Contínuos pelo maior e único motivo que nos faz ter começo meio e fim e novamente começo, comum aos romances que duram pra sempre, pra sempre que não se atém apenas ao físico compreensível, o amor. Contínuos pelo amor. Me permito a acreditar em outras vidas, em eterno, infinito. O nosso amor que agora continua em nossa pequena flor, Helena. Quando uma mulher tem alguém como eu tenho você, ela é feliz.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Eu posso sorrir para você

Alguém mais acha que as coisas mais recentes que tenho escrito estão uma bosta?  Parece que tudo ficou tão íntimo e restrito, que a minha capacidade criativa se restringiu à experiência própria, além do incomodativo fato de achar que têm sempre alguém, maniacamente, me seguindo. Gosto de platéia, fãs, admiradores, secretos ou assumidos. Quem não gosta? Talvez a obssessão seja apenas minha em acreditar que alguém possa ser obssessivo assim. Ok, nem os índices demonstram isso. Mas de fato, minha teimosia instintiva têm pedido arrego e tempo. Nesse turbilhão de novidades, o tempo de sobra não existe. Não sobra nem pra quem quer, nem pra mim. Talvez eu tente praticar uma dessas coisas alternativas que acompanha algumas fitas e se pode ouvir enquanto dorme. Talvez eu não tente nada. O bife tá pronto. O beck também tá. Corre moleque, que amanhã é carnaval !

domingo, 27 de fevereiro de 2011

As vezes é preciso escrever um pouco de verdade

Então fica combinado assim. Acabou a brincadeira. Vestidos nessa nuance de gente grande, o tempo é de amar. O tempo é de construir. Não parar. De agora em diante, tudo é segredo e discreto. O nosso será apenas nosso e a divulgação será em doses pequenas e comuns. Nem todo mundo sabe o que fazer com a felicidade alheia. Alheia do seu pequeno ego. E se é nossa, que seja apenas. Dividir não é publicar. Expôr provoca desejos e desejos podem ser destrutivos. Se papai tá feliz, mamãe tá feliz, vovôs e vovós, bisa e bisos. E toda essa árvore genealógica, apenas ela, precisa ser feliz também.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Caio F.

Sinto falta da calma e companhia dos cigarros.

Oito semanas

Variações malucas de humor. Baby, isso vai me matar! Na boca um milhão de perguntas. Um milhão de enjoos que brocham qualquer desejo. Um tesão alucinado, chato, cheio de mimos e bem me quer. Mais quilos, mais responsabilidades, mais sangue, mais vida, mais informações, mais restrições. É tanto mais tanta coisa que vai confundindo a mente ativa e operante que, além de feminina, estudante, trabalhadora, jovem, aprendiz, ainda precisa ser mãe. Mas aquele tipo de mãe que ainda não é, já sendo. Alguém por acaso já pensou que atravessar a rua é o melhor exemplo de existência? Não basta olhar pros lados. Você tem que contar com a sorte de não ter algum maluco que desrespeite as normas e invada o seu espaço, esmagando a sua cabeça ou te dando um grande susto. É. É isso. Viver goza de uma boa dose de sorte. Sorte de que todos a sua volta possam respeitar seu espaço e que você respeite, também, o espaço do outro. Será que alguém aí esqueceu aquela paradinha básica de direito de ir e vir? Tem mais alguém nessa jogada louca. Vida louca. Vida louca. Vida louca.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Isso as vezes nos convém ( coral brasileirinho)

Loucura como um cordãozinho pode fazer tanta diferença. Maturar o perdão e o bem querer tão juntos e maciçamente. Permitindo-se sempre a usufruir a autonomia de existir. Derreto cada pedaço que aos poucos vai se colorindo de um tom assexuado e melancolicamente intenso. Numa espera, moram vários compassos sentidos diferentes. Em cada compasso sentido, um outro sentido que não chega a existir por não ser imaginado, mas esta lá. Delicadamente uma sinfonia vai, osciladamente, se construindo todos os dias. Um resultado variante e permanente. Permanentemente amor perene. A metáfora virou realidade 2.

Chico Buarque

Nosso erro já bateu mais de quatro milhões de vezes. Belo erro vivo. Agora terá que ser um acerto. Um acerto de contas. Contas da vida que intensamente sempre vivemos. O belo cigarro, que não posso mais. O belo copo de cachaça, que não posso mais. De um lado um coração partido. Lágrimas de uma moça do lado de lá. Lágrimas de uma moça do lado de cá. Porque todas essas moças chorando assim? Do outro lado a ânsia pelo que virá. Se meu amor soubesse desse destino demasiado estranho que vivemos. Ah se meu amor soubesse. Se ela soubesse que nada tive a ver com nada e agora tenho tudo para haver. Já há tudo em mim. A metáfora virou realidade.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

A dica

Glória nunca teve medo de palavras feias grandes grosseiras. Nem de ameaças. Tapas. Trapaças. Da morte. Glória tinha medo de não cobrir de carinho aqueles a quem amava. De perder uma boa oportunidade. Se distrair. Perder uma chance de paz. Dizia ter aprendido em casa que temer só poderia lhe render cautela e que ninguém, jamais, tinha o direito de lhe explicar as possibilidades. Também foi lá, que ao longo de suas poucas primaveras, entendeu a felicidade. Glória sonhava, com a realidade que conquistava a cada dia. Nunca foram dias perfeitos. Glória nunca fez o tipo de menina que busca a perfeição. Havia uma felicidade contagiante ao saber que, ao fim de cada dia, ao menos um detalhe, fosse apenas um passo, ela havia conquistado. E essa conquista, ninguém podia apossar-se. Nem que arrancassem suas vísceras, ou lhe cobrissem de estupidez. Havia uma coisa que a mantinha segura de si. Glória sempre quis muitas coisas ao mesmo tempo, mas sempre soube muito bem o que não quis. Pessoas mesquinhas, cheias de mágoa, paradas no tempo, sempre estiveram fora. E sempre vão estar.